Tudo junto. Porque tudo existe.

 

O sol, o céu, os pássaros cantando e voando, o cachorro feliz abanando o rabo, o gato pulando o muro, as nuvens dançando, a árvore vistosa, a fruta da estação caindo do pé, a grama energizante, o asfalto com cheiro de chuva, e a chuva revigorante, a estrada com suas retas e curvas, o rio que segue seu fluxo, o vento que passa, o imenso mar de paz e ao mesmo tempo bravio, a linha do horizonte, o mistério da contemplação, os momentos de introspecção, as surpresas, os inevitáveis dramas, e a pacata e serena lagoa, e as montanhas de gelo, a casinha de madeira na fazenda, a piscina naquele dia de calor, e a simplicidade do papear sem objetivos, a troca de olhares e de afeto, as mãos que se cumprimentam e as que se entrelaçam, as risadas espontâneas, e as gargalhadas, e as lágrimas, e a dança, e a música, e a poesia, e a pintura e a escultura, e a paisagem urbana, os arranha-céus, a correria na região central da cidade, o passeio no shopping, o cinema, e aquele restaurante especial, aquele sabor inesquecível, e o cheiro de comida quentinha, a fragrância do perfume, e o cheiro da pele, os beijos que explodem estrelas, e as próprias estrelas a nos amparar lá de cima, o livro que encanta, a TV ligada, e agora desligada, e o celular ativo, e agora inativo, a noite de sono, e o despertar… Tudo em mim, enfim.