revolucionar
– verbo
– transitivo direto
transformar profundamente; causar sensível mudança em.

 

Tudo começou…

 

Não. Não começou.

Nem terminou.

Simplesmente, é.

E é mesmo!

 

Você…

Com esse sorriso que me desconcerta…

Com esse olhar que me hipnotiza…

Com essa voz que me acalma…

Com esse tom que me acolhe…

Com essas palavras que me encantam…

Com esses assuntos que me interessam…

Com essa inteligência que me fascina…

Com essa beleza que me derrete…

Com essas mãos que me chamam…

Com esse cheiro que me seduz…

Com essa boca que se encaixa com perfeição a minha…

 

Com esse afeto,

Com esse carinho,

Com esse amor,

Com esse cuidado,

Com esse bem querer,

Com essa generosidade,

Com essa firmeza,

Com essa lucidez,

Com essa boa intenção…

 

Sim, posso chamar de: Revolução! Sem arma. Sem presa. Sem guerra.

Ou melhor: revolução. Tudo no diminutivo, pra combinar com a delicadeza desse encontro.

 

Poderia falar que essa revolução começou há uma semana, há um mês, há um ano, há uma década…

Mas, cronologicamente falando, isso não faz diferença. O negócio é atemporal.

 

Temporal. Só se for dentro de mim. Com chuvas e trovoadas e um arco íris, depois.

E logo, ressurge o sol. E a lua. E as incontáveis palavras e percepções…

 

O que conta, não se conta. No que mexe, não se mexe.

E o que mais mexe está aqui no peito, esse vermelhão rasgado e saltitante.

 

O que se respeita, não se peita. E o que floresce, cresce.

Começo, meio e fim? Passado, presente e futuro?

 

O futuro… Está láaaaa… No futuro.

E o passado… Ficou… Muito passado.

 

O presente… Está inteiramente aqui…

Entre nós…

Sem laços, e sem nós…

O presente já foi aberto.

 

E…

Fim. Sem fim…

Porque essa revolução não tem começo.

Somente meios…