Ou: a dança da vida.

 

O mundo – e cada segundo,

É da incerteza,

É da insegurança,

É da impermanência,

É do incontrolável.

 

E enxergar isso me deixa tão leve, tão solto…

 

A vida – e cada momento,

É do fluxo e da mudança,

É do ir e da liberdade,

É da água que corre,

É do vento que sopra.

 

É finitude, ad infinitum…

 

Quando sofro – e muito sofro,

É porque me vejo no apego,

É porque me sinto no controle,

É porque me agarro na certeza,

É porque me prendo na segurança.

 

Gaiolas aqui dentro, jaulas no meu centro.

 

Quando me paraliso – e me martirizo,

É porque me tomo de medo,

É porque me alimento de esperança,

É porque me inundo de obsessão,

É porque me encharco – e transbordo – de tudo o que me prende.

 

E depois, inevitavelmente, solto-os… E só sobram o vazio, o silêncio e o eterno recomeço e a força! Sem jamais forçar…

 

Porque, no fim das contas e das tantas, o mundo – e cada segundo… A vida – e cada momento… São soberanos.