Reciclo – e ressignifico – o respeito.

 

Nessa noite, da janela do meu quarto, olho pro céu…

Vejo o brilho de poucas estrelas em contraste com a silenciosa e gigantesca escuridão.

Percebo o poder desse universo, amplo, vasto, infinito…

 

E me vejo aqui, no meu quarto, pequeno, limitado…

Preso a um corpo e a pensamentos, delimitado num pequeno espaço planejado.

Um corpo. Tão frágil, tão vulnerável, tão…

 

E comparo: meu minúsculo mundo com o assombroso buraco sem fronteiras do mundo externo.

Os limites do meu entendimento com a falta de explicação de quem nunca precisa se justificar. Só ser… Escuro e brilhante ao mesmo tempo.

E comparo o mundo dos meus sonhos com o imenso vazio no céu que me cala…

E me fala: OK, tá tudo certo.

 

 

E assim, nós coexistimos.

A minha pequenez com a minha grandeza.

A minha limitação com a minha expansão.

 

E dessa forma, nos harmonizamos…

Inspiro… E recebo um pouco desse infinito.

Expiro, e me dou um pouquinho a esse mistério.

 

E assim, trocamos.

Eu, o universo, aqui dentro, lá fora…

Sem dor, sem pudor, sem tormento, sem julgamento… Sem hora.

E os relógios – e suas horas – são meros objetos, espectadores de nós.